Hanna C. (casada com C. Khunz) era vendedora. Vendia muitas coisas. Mas sempre objectos, nunca serviços. Especializara-se em coisas e não acções por serem menos exigentes.
Percebeu que mais que vender objectos lhes vendia as propriedades, nomeadamente volume e funções. Vendeu, por exemplo, caixas para guardar alimentos no frigorífico. Reparou que as pessoas as escolhiam tendo em atenção a cor, tamanho e capacidade hermética. Vendeu, depois, carros. Verificou que as pessoas os compravam tendo em consideração a potência e o modelo. Em todas as vendas o comprador tinha, também, em atenção relações: qualidade/preço; necessidade/dinheiro disponível; utilidade/urgência.
Com os anos Hanna C. concluiu que vendia volumes, funções e relações. Por essa razão era-lhe indiferente o produto. Vender é vender.
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